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Panorama

O que é um embedding

Do texto ao vetor

A ideia central: um embedding é um vetor de números reais que representa um pedaço de texto. Ele não guarda as palavras: guarda uma posição num espaço. Textos com sentido parecido caem em posições próximas, e "próximo" vira uma conta que o banco de dados sabe fazer em milissegundos.

O que embeddings NÃO são

  • não são compressão: você não volta ao texto a partir do vetor
  • não são hash: textos parecidos dão vetores parecidos, de propósito
  • não medem verdade: só proximidade de sentido no espaço aprendido
  • não são comparáveis entre modelos: cada modelo tem seu próprio espaço

Onde isso aparece no seu sistema

  • busca semântica: achar o documento certo sem casar palavra
  • RAG: injetar o trecho certo no prompt do LLM
  • deduplicação e clustering de conteúdo
  • classificação barata: k-NN sobre vetores, sem fine-tuning

Explore cada etapa →

A matemática, num só lugar

As 4 fórmulas que sustentam tudo. Clique em qualquer uma para pular direto para a etapa que a explica.

De onde veio a ideia

1954 → 2013 → hoje

Em 1954, o linguista Zellig Harris formulou a hipótese distribucional: "palavras que ocorrem nos mesmos contextos tendem a ter significados parecidos". Em 2013, o word2vec (Mikolov et al., Google) transformou isso em vetores treináveis e mostrou que a geometria carregava semântica. Hoje os embeddings vêm de Transformers: o mesmo princípio, só que o vetor de uma palavra passou a depender da frase inteira em volta dela.

Hipótese distribucional (1954) word2vec (2013) Embeddings contextuais