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Panorama

O que fine-tuning ensina, e o que não

Os quatro degraus, em ordem de custo

A tese desta página: fine-tuning ensina comportamento. Fatos são recuperação. Confundir os dois é a origem de praticamente todo o desperdício que existe neste assunto e o pedido que mais aparece ("queremos treinar o modelo com a nossa base de conhecimento") é exatamente essa confusão, formulada com clareza. A base de conhecimento é um índice. O que fine-tuning pode ensinar é como responder a partir dela.

O que fine-tuning NÃO resolve

  • não injeta fatos de forma confiável: ele aprende a distribuição, não a tabela
  • não atualiza nada: mudou um preço, é rodada nova não existe UPDATE em peso
  • não cita fonte: o que virou peso perdeu a proveniência para sempre
  • não conserta um modelo ruim para a tarefa: piora um pouco tudo o mais

Onde ele é a resposta certa

  • formato rígido e consistente que o prompt não sustenta a longo prazo
  • tom e voz específicos, difíceis de descrever e fáceis de exemplificar
  • tarefa estreita em que um modelo pequeno passa a bater um grande
  • economia de prompt: mover 5 mil tokens de instrução para dentro dos pesos

Explore cada etapa →

A matemática, num só lugar

As 4 contas que decidem tudo e a terceira é a que costuma faltar. Clique em qualquer uma para pular direto para a etapa que a explica.

Honestidade, antes de começar: as quatro calculadoras rodam contas de verdade sobre o Llama 3 8B as mesmas dimensões da primeira página da série, para que os números sejam conferíveis contra a literatura. A conta de LoRA e a de memória de treino são exatas dadas as dimensões. O intervalo de confiança é o de Wilson, que é o correto para amostra pequena. Os preços são parâmetro editável e variam muito por provedor. E há uma estimativa deliberadamente grosseira: quantas passagens um fato precisa para grudar nos pesos usamos 8, que é ordem de grandeza plausível e não um número medido. Ela só aparece na etapa 4, e serve para comparar ordens de grandeza, não para orçar.