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Panorama

Quando a estrutura é o dado

Da feature à representação aprendida

A tese desta página: uma GNN não busca e não percorre ela treina. A vizinhança de cada nó entra na conta como entrada, e o que sai é uma representação aprendida. É o degrau seguinte da página de grafos: lá a estrutura era percorrida, aqui ela é dado de treino. E a página inteira gira em torno de uma pergunta que quase nunca é feita antes de montar o pipeline: a sua estrutura ajuda ou atrapalha? A etapa 5 mostra a resposta mudando de sinal.

O que um GNN não é

  • não é travessia: não existe consulta, nem caminho, nem salto contado
  • não é busca: nada é recuperado de lugar nenhum
  • não é um LLM sobre grafo: não há token, nem geração, nem prompt

O que ele é

  • uma rede neural comum, com uma multiplicação a mais por camada
  • treinada por gradiente, igual a qualquer outra
  • onde a entrada de um nó inclui os vizinhos dele

Explore cada etapa →

A matemática, num só lugar

As 4 contas desta página. Clique em qualquer uma para pular direto para a etapa que a explica.

Honestidade, antes de começar leia esta parte: o conjunto de dados é sintético: 30 artigos, 3 temas e citações geradas com uma homofilia que você controla. É uma rede de citações em miniatura, no espírito da Cora, e é pequena de propósito. O que NÃO é simulado: a normalização Â, a propagação, o treino por descida de gradiente, as três arquiteturas e a previsão de aresta rodam de verdade, com forward e retropropagação escritos na mão inclusive o jacobiano do softmax sobre a vizinhança, no GAT. O gradiente foi conferido contra diferença finita (erro relativo da ordem de 1e-8) antes de esta página existir; sem isso, "treina de verdade" seria só uma frase. O que é pequeno demais para virar número seu: 30 nós e 6 rótulos dão acurácias altas e instáveis o GCN chega a 100% aqui, e num benchmark real como a Cora o estado da arte fica na casa dos 81 a 84%. Leve daqui a forma das curvas, não os valores.