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Panorama

Um modelo grande numa placa pequena

Do arquivo ao token por segundo

A tese desta página: um modelo grande não cabe numa placa pequena por compressão, e sim por divisão de trabalho. Todo parâmetro ocupa disco, mas só uma parte precisa estar perto da GPU: a que roda em todo token. O resto pode ser consultado, sorteado ou lido sob demanda. Quando essa divisão é explícita, a pergunta de hardware muda de "cabe na minha VRAM?" para "qual pedaço precisa mesmo estar lá?", e essa é uma pergunta com resposta numérica. As oito etapas seguintes calculam essa resposta, peça por peça.

Explore cada etapa →

As contas, num só lugar

As 4 contas desta página. Clique em qualquer uma para pular direto para a etapa que a explica.

O modelo de referência desta página

No arquivo

177 B

Tabela de consulta

51 B

Especialistas · ativos

512 · 10

Um modelo de mistura de especialistas com tabela de consulta acoplada. Dos 177 bilhões de parâmetros do arquivo, 51 bilhões não são rede neural: são uma tabela que o modelo lê, e por isso o cartão do modelo anuncia só os 126 bilhões que calculam. Os números desta página usam esse formato porque ele é o caso extremo que torna a divisão visível; a mecânica vale para qualquer modelo com especialistas.

Honestidade, antes de começar: esta página não roda modelo nenhum. O que roda de verdade: a aritmética de bytes por precisão e a alocação em VRAM, RAM e disco; a tabela de n-gramas construída a partir do corpus impresso na etapa 2; o roteamento de especialistas, conferido contra a fórmula fechada na própria tela; a simulação de cache com as duas políticas; e as contas de custo da etapa 7. O que é modelo declarado e não medição: o tempo por token da etapa 5 e a curva de threads da etapa 6, com todos os parâmetros abertos porque dependem da máquina. O que é citado: a tabela de medições de referência da etapa 5, obtida numa máquina real e usada só para comparar a forma da curva.